Procedimento

Procedimento de Resposta à Emergência para as Comunicações da Associação de Radioamadores do Litoral Alentejano

Documento interno de carácter público que se destina a sugerir os procedimentos básicos para a Coordenação Local de Radioamadores para as questões relacionadas com a Protecção Civil de forma a que os radio operadores licenciados para o Serviço de Amador de Radiocomunicações aderentes possam de uma forma organizada participar no auxílio às populações em caso necessidade da sua colaboração em comunicações de emergência.

Conduta Operacional na Coordenação de Radioamadores

1. Definições.

1.1 - OS PROCEDIMENTOS DE RESPOSTA À EMERGÊNCIA PARA AS TELECOMUNICAÇÕES são o documento onde se definem e estabelecem as acções específicas aplicáveis que devem ter lugar perante determinadas solicitações na resposta à emergência, sempre que seja comprovadamente necessária e justificada uma prestação de apoio às telecomunicações por parte dos radioamadores da A.R.L.A.
Estes Procedimentos têm como objectivo assegurarem uma resposta organizada e oferecerem uma lista tão completa quanto possível de regras de comunicação ou reacções a tomar em face de determinadas situações.
No processo de definição das áreas de risco ficaram definidas as possíveis condições em resultado das quais, ao abrigo do Plano de Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. deve ser activada a prontidão de meios humanos e materiais para apoio às telecomunicações da Coordenação de Radioamadores na Protecção Civil da associação. As circunstâncias em que estes procedimentos devem ser cumpridos são :

Calamidades de origem natural – Inundações, sismos, maremotos ( ou tsunamis ), incêndios florestais descontrolados, situações meteorológicas muito adversas, acidentes geomorfológicos e outros acontecimentos geológicos que ponham em perigo vidas humanas e bens materiais.

Catástrofes de origem humana ou tecnológicas – Acidentes industriais com produtos químicos ou combustíveis, acidentes graves de tráfego, certos levantamentos e distúrbios graves na ordem pública com consequências ao nível das comunicações, colapso de estruturas, rupturas de barragens, acidentes com transporte de mercadorias perigosas.

Perante estas situação de acidente grave, catástrofe ou calamidade e no caso de perigo de ocorrência destes fenómenos, são previstos neste documento procedimentos específicos compatíveis com a integração nas operações de Protecção Civil Municipais, de harmonia com programas e Planos de Emergência previamente elaborados.
O objectivo destes procedimentos é possibilitar a unidade de direcção das acções a desenvolver, a coordenação técnica e operacional dos meios a empenhar e a adequação das medidas de carácter excepcional a adoptar pelos radioamadores em termos de comunicações. Deste modo evita-se que passos importantes ou assuntos relevantes no processo de tomada de decisão sejam inadvertidamente ignorados na confusão que pode acompanhar um evento de emergência. No campo da organização de tarefas são ainda discriminadas as acções atribuídas a indivíduos ou equipas de resposta às ocorrências que justifiquem os meios dos radioamadores para se assegurarem ou melhorarem as comunicações.

1.2 - A RESPOSTA IMEDIATA pressupõe a capacidade de ser criada, gerida e organizada em qualquer momento uma rede eficiente de telecomunicações alternativa no território previsto pelo Plano de Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. composta por estações do Serviço de Amador.

1.3 - O APOIO ÀS COMUNICAÇÕES pressupõe a capacidade de ser criada uma rede de radiocomunicações que inclua a deslocação para pontos determinados pela Protecção Civil Municipal ou por justificada necessidade operacional, de estações de amador de radiocomunicações dos tipos portátil, móvel ou fixo que farão uso das frequências atribuídas por lei às faixas do Serviço de Amador a fim de serem satisfeitas as necessidades de comunicação aí existentes. Paralelamente implica ainda a criação de uma rede de ligações em pontos estratégicos que tornem possíveis ou facilitem o tráfego de comunicações dentro da área estabelecida pelo Plano de Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. e deste território para o seu exterior e vice versa.

1.4 – REDE DE RADIOCOMUNICAÇÕES DO SERVIÇO DE AMADOR – conjunto de instalações radioeléctricas e respectivos equipamentos, ( estações de radiocomunicações ), licenciadas para o Serviço de Amador com capacidade de assegurarem um fluxo de comunicações estáveis e fiáveis, na cobertura de um determinado território ou nas ligações de e para um determinado território.
A composição desta rede pode incluir estações em serviço portátil, móvel ou fixo e ainda estações repetidoras automáticas portáteis que assegurem a cobertura de determinada área ao serem colocadas no terreno apenas para operações específicas.
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2. Procedimentos de Prevenção e Resposta Imediata

2.1 – Organização da resposta

2.1.1 - Perante uma ocorrência ou chamada dos Serviços de Protecção Civil Municipal ou em face de previsão e acontecimentos que o justifiquem, deve ser preparada uma reacção tão rápida quanto possível, de preferência logo nos primeiros momentos que se seguem ao sucedido, à solicitação, ao alerta ou quando destes se toma conhecimento.
O Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil que esteja a exercer a função de direcção das operações identifica a extensão do problema e inicia os mecanismos de organização de resposta adequada se for justificada uma intervenção dos radioamadores de forma organizada.
Em caso de justificada necessidade procede-se à mobilização urgente dos meios humanos e materiais disponíveis para prontidão operacional.
Sempre que haja possibilidade de prever os acontecimentos com a devida antecedência, devem ser desencadeados os mecanismos de prevenção para a eventualidade da ocorrência.

2.2 - Mecanismos do Estado de Prevenção e Prontidão

2.2.1 –  Abertura de um canal de contacto entre o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. e os Serviços Municipais de Protecção Civil.

2.2.2 – Monitorização constante do canal de trabalho em emergências na frequência 145,525 MHz F3E por parte dos sócios interessados em disponibilizarem meios e envolverem-se em operações previsíveis em face das circunstâncias, nomeadamente os Coordenadores de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. e outros sócios habitualmente ligados a esta actividade.

2.2.3 – Activação logo que possível de um Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência na sede da Associação ou em local alternativo. Se o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil em funções de direcção de operações tiver que se deslocar para o local de coordenação de operações da Protecção Civil Municipal ou para a sede de algum dos Municípios, o seu lugar deve ser ocupado por outro Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil ou por um sócio radioamador com disponibilidade. Todos os radioamadores interessados devem propor-se para fazerem turnos de prontidão operacional no Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência montado na sede durante o período em que durar a prevenção operacional.

2.2.4 – Efectuação de uma chamada geral de prontidão a todas as estações por indicativo às 12:00 e às 0:00 durante o período em que durar a prevenção operacional no canal de emergência de trabalho na frequência 145,525 MHz F3E.
Todos os sócios interessados em participarem na operação em suas próprias casas ou no terreno se necessário devem responder às chamadas gerais de prontidão sempre que estiverem disponíveis.

2.2.5 – Monitorização de frequências de emergência com os equipamentos montados no Centro de Coordenação para as Comunicações de Emergência da A.R.L.A. na sede da associação ou em local alternativo, nomeadamente aquelas que a legislação Portuguesa e os planos das organizações nacionais de radioamadores para a Protecção Civil estabelecem.
Acompanhamento das frequências distritais de emergência em 145,275 MHz e 433,342 MHz ( Anexo I ).

2.2.6 – Os sócios radioamadores que se ofereçam voluntariamente para uma operação a partir de suas casas ou no terreno devem aguardar serenamente pelas directrizes do Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. mantendo escuta atenta e se possível constante à frequência 145,525 MHz F3E ( canal de trabalho em emergências ).

2.3 - Mecanismos de Organização de Resposta Imediata

2.3.1 – Abertura imediata do canal oficial de contacto permanente para emergências entre o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. e os Serviços Municipais de Protecção Civil.

2.3.2 – Monitorização constante do canal de emergência de trabalho na frequência 145,525 MHz F3E, ( canal de trabalho em emergências ), por parte dos sócios interessados em disponibilizarem meios e envolverem-se nas operações a partir de suas casa ou no terreno, nomeadamente os Coordenadores de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A.

2.3.3 - Chamada geral de emergência a todas as estações no canal de emergência de trabalho na frequência 145,525 MHz F3E ( canal de trabalho em emergências ) no momento de abertura da estação de coordenação local de radioamadores na resposta à emergência e de hora a hora nas primeiras 3 horas a seguir a um acontecimento.

2.3.4 - Início imediato dos trabalhos de coordenação de meios humanos ou gestão de meios materiais de acordo com as necessidades caso por caso.

2.3.5 – Activação logo que possível do Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência na sede da Associação ou em local alternativo.

2.3.6 - Se o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil em funções de comando ficar fora de acção, tiver que se deslocar para o local de coordenação de operações da Protecção Civil ou para a sede de algum dos Municípios, o seu lugar deve ser ocupado por outro Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil ou por um sócio radioamador com essa disponibilidade.

2.3.7 – Monitorização das frequências de emergência possíveis com os equipamentos entretanto montados no Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência na sede da associação, nomeadamente aquelas que a legislação Portuguesa e os planos das organizações nacionais de radioamadores para a Protecção Civil estabelecem.

2.3.8 – Reunião de um dos Coordenadores de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. que não esteja em funções de direcção das operações no Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência, ou onde seja praticável, com os sócios interessados que não estejam em acção para organizar a continuidade das operações, nomeadamente as substituições no terreno se o auxílio às comunicações se prolongar.

2.3.9 - Os sócios radioamadores que se ofereçam voluntariamente para uma operação devem aguardar serenamente pelas directrizes do Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. ou de alguém mandatado para o substituir no Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência na sede da associação, ( ou em local alternativo em caso de necessidade ),  mantendo escuta atenta e se possível constante à frequência 145,525 MHz F3E ( canal de trabalho em emergências ).
Os meios humanos e materiais disponíveis devem ser logo que possível distribuídos pelas sua posições pelo Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. assim que para tal seja solicitado pelos Serviços Municipais de Protecção Civil ou em caso de manifesta justificação sem que tenha ocorrido esse pedido.

3. Coordenação de Radioamadores em situação de emergência

3.1 – Coordenação de comunicações

3.1.1 - Na frequência local de comunicações de emergência, ( canal de trabalho em emergências ), não podem ter lugar comunicações directas entre as estações que não tenham recebido confirmação para o fazerem por parte da estação de Coordenação Local de Radioamadores para as questões de Protecção Civil, a não ser em caso de justificada situação de perigo eminente ou salvaguarda de vidas humanas.
Todos os comunicados se realizam com a estação coordenadora ou através dela, a qual pode estar instalada no Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência ou noutro local.
A estação responsável pela coordenação das operações tem como função gerir o tráfego de comunicações para que não se atinja o caos ou o descontrole nas comunicações.

3.1.2 – As emissões na frequência do canal de trabalho em emergências ( 145,525 MHz F3E ) não podem demorar mais do que 3 minutos. Em cada emissão neste canal não podem ocorrer comunicados por mais de 30 segundos seguidos sem pausas.

3.1.3 – Para as comunicações locais ficam estabelecidas duas frequências para chamadas prioritárias.
Nestes canais não se realizam contactos entre estações. São frequências apenas para chamadas prioritárias que servem exclusivamente para interromper as comunicações que estejam a ter lugar no canal de trabalho em emergência em caso de extrema necessidade.
Em VHF o canal de chamadas prioritárias situa-se em 145,500 MHz F3E e em UHF, ( caso seja necessário eventualmente desenvolver comunicações em rede na faixa dos 70 centímetros ), estabelece-se a frequência de 433,450 MHz F3E.
Poderá também ser criada uma outra frequência para ser usada como um canal de chamada prioritária estabelecida pela coordenação de radioamadores no caso de ser necessário activar uma parte da rede de comunicações nas faixas de HF em função das características do tráfego que se registar em ondas decamétricas no momento.

3.1.4 – As comunicações em telefonia que necessitem de demorar mais do que 30 segundos sem interrupções, devem ser efectuadas em canal próprio nas frequências de 145,375 MHz F3E em VHF ou 433,425 MHZ F3E em UHF. Estas frequências assumem a denominação de canal directo de emergência de VHF e canal directo de imergência de UHF.
Nos canais directos de emergência podem vir a ter lugar também os contactos directos entre estações que não justifiquem o controle da coordenação ou que necessitem de trocar informações só entre si.

3.1.5 – Independentemente de estarem a operar fora do canal de trabalho em emergência, as estações envolvidas nas operações de comunicações de resposta à emergência nunca devem perder o contacto com essa frequência fundamental de trabalho, respondendo sempre que forem solicitadas pela coordenação de radioamadores mesmo que se encontrem envolvidas numa outra prestação de serviço utilitário de radiocomunicações naquele momento.
Esta regra aplica-se mesmo a estações que se encontrem em comunicações nas faixas de MF, HF ou UHF atribuídas ao Serviço de Amador.

3.1.6 – As comunicações de emergência em telefonia seguem todos as normas da ética e da legislação nacional aplicável ao Serviço de Amador.
Para facilitar a prestação das missões de utilidade pública, dadas as condições especiais de se reveste este tipo de comunicações, aconselham-se os seguintes procedimentos :
  • O uso do indicativo oficial de estação no início e no fim de cada intervenção.
  • A referência aos indicativos das estações que estão em comunicação na mesma frequência.
  • O(s) indicativo(s) da(s) estação(ões) que está(ão) a ser contactada(s) é(são) sempre referido(s) antes do indicativo da estação que está a emitir.
  • Os indicativos especiais de estações de resposta à emergência legalmente atribuídos para o efeito pela ANACOM devem ser acompanhados pela expressão « neste momento operada por ( indicativo da estação do operador ) » de 30 em 30 minutos e em todas as mudanças de operadores quando elas tiverem lugar.
  • Na operação em banda cruzada em dupla via ou semi dupla via devem ser identificadas as duas frequências em uso de 15 em 15 minutos.
  • As estações em serviço móvel ou portátil devem transmitir a sua localização de 15 em 15 minutos ou sempre que tal for solicitado.
  • Nas operações de busca e salvamento as estações munidas de GPS devem dar igualmente a sua localização geográfica com a frequência de pelo menos 15 minutos se não estiverem a ser sinalizadas pelo sistema de A.P.R.S. ou outro em que seja transmitida a sua localização de forma automática.
  • Apenas devem ser usados os códigos de comunicações legais aplicáveis ao Serviço de Amador.
  • As frequências do canal de trabalho em emergências, do canal directo de emergência e do canal de chamada prioritária não devem ser usadas para conversas particulares durante as operações ligadas à coordenação de Radioamadores em resposta à emergência. Os conteúdos das comunicações usadas nestas frequências devem apenas possuir temas dentro do âmbito da resposta à emergência, seguindo todos os restantes procedimentos regulamentares legais do Serviço de Amador.
  • Antes de se fazer uso da emissão deve ser efectuada uma escuta atenta dos 3 canais especificados com especial cuidado e atenção a sinais débeis ou quase imperceptíveis. Qualquer uso da emissão num canal aparentemente vazio deve ser precedido de uma chamada de certificação desse estado, excepto as chamadas no canal prioritário.
  • Todas as comunicações devem ser feitas de forma clara, num tom de voz normal que não deixe transparecer demasiado as emoções e as palavras devem ser pronunciadas com boa dicção.
  • Antes de se transmitir qualquer mensagem deve-se reflectir muito bem no seu conteúdo.
  • Nomes ou designações mais invulgares, marcas ou modelos devem ser também soletrados através do alfabético fonético.
  • Sempre que possível as mensagens e as comunicações de alerta, de aviso ou de informação, devem ser registadas incluindo-se para o efeito algumas informações adicionais como a hora, a origem e o destino.
  • Deve ser dedicada a máxima atenção ao tráfego de comunicações de resposta à emergência. A falta de resposta a uma solicitação pode contribuir para a perda de confiança na ligação em causa por parte das restantes estações da rede de radiocomunicações.
  • Sempre que por motivos operacionais uma comunicação não puder terminar com a identificação dos indicativos por questões de tempo de ser cessada com a expressão « escuto ».
  • Para abreviar os contactos de maior urgência, a resposta a uma chamada pode ser constituída nesses casos especificamente pelo indicativo da estação que está a emitir seguida da expressão « transmita ».
  • Se não há dúvidas quanto ao conteúdo de uma mensagem e é necessário encurtar tempo a estação que passa à emissão confirmará o sucesso na recepção da mensagem na íntegra e em boas condições apenas através da emissão do seu indicativo seguido da expressão « recebido ».
  • Se durante ou após uma mensagem foi detectado algum erro no seu conteúdo deve ser usada a expressão « solicito correcção » antes da repetição da mensagem com as devidas alterações.
  • Sempre que for necessário fazer uma pausa de alguns segundos na transmissão de uma mensagem será usada a expressão « aguarde um momento ».
  • Para ser pedida uma oportunidade para uma comunicação urgente durante uma interrupção momentânea da mensagem a estação interessada em intervir deverá usar a expressão « oportunidade ». Em reposta a estação em pausa deverá dar a palavra à estação solicitadora utilizando a expressão « adiante a oportunidade ».
  • No canal de chamada prioritária as estações com chamadas prioritárias ou de urgência devem emitir a sua chamada apenas com a expressão « chamada de emergência de » seguida do indicativo de estação. Em caso de ocorrência muito grave será utilizada a expressão de emergência « mayday mayday mayday de » seguida do indicativo de estação.
3.2 - Estações analógicas repetidoras de transmissões do Serviço de Amador.

3.2.1 - O recurso às estações analógicas repetidoras automáticas em funcionamento licenciadas pela ANACOM para o Serviço de Amador não pode ser considerado na planificação de operações, a não ser por falta de recursos ou justificações muito pertinentes. Nesse caso, o repetidor local R0X terá preferência de escolha sobre todos os restantes que se encontrem operacionais.
Tratando-se de um serviço público, estas estações que se encontrarem operativas após um dado acontecimento grave, devem ser deixadas livres para as comunicações entre estações do Serviço de Amador que não tenham quaisquer planos ou não façam parte de qualquer tipo de organização de coordenação de radioamadores para a protecção civil.

3.3 - Ligações a outros serviços de telecomunicações.

3.3.1 - Em alguns países a lei permite a ligação de estações do Serviço de Amador a outros serviços de telecomunicações, noutros casos estas mesmas situações estão regulamentadas apenas para determinados territórios, circunstâncias ou eventos especiais.
A ligação entre a linha telefónica e uma estação do Serviço de Amador pode justificar-se em regiões remotas e em países em que a rede fixa de telefone não está suficientemente implementada ou desenvolvida. Em todos estes casos, o uso do canal via rádio entre as duas estações de amador que estão ligadas à linha de telefone nunca pode ser feita com objectivos comerciais e muitas vezes destina-se apenas a fins humanitários.
Como princípio não são admitidas transgressões à legislação nacional que não permite esta prática. O seu uso nas operações de apoio às comunicações de emergência da A.R.L.A. fica à inteira responsabilidade do radioamador que a praticar segundo as justificações que poder encontrar para que a sua transgressão não seja punida pelas sanções previstas.

3.4 – Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência.

3.4.1 - Centro de controle activado na sede da Associação ou em local alternativo que consiste na transformação temporária da instalação radioeléctrica existente na sede e da sala de reuniões num espaço comum destinado a gerir as comunicações de emergência a partir dos dados fornecidos pela Protecção Civil Municipal e a organizar e gerir os meios envolvidos.
Para além dos recursos próprios preparados para fazer face a estas eventualidades já existentes, dar-se-á o reforço em meios materiais e humanos, sobretudo ao nível dos equipamentos que os sócios para aí façam deslocar de acordo com as necessidades próprias de cada evento. Em caso de destruição do edifício da sede ou de outras circunstâncias que tornem impraticável a sua utilização, o Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência deve ser improvisado onde as condições e os meios materiais salvos da destruição assim o permitirem. Para além dos sistemas de comunicações devem existir mapas e todas as formas de ajuda que permitam controlar em tempo real a localização no terreno das estações envolvidas no apoio às comunicações ou em operações de utilidade pública através da Coordenação de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. Não devem ainda ser ignorados todos os tipos de fonte de informação actualizada sobre o terreno e sobre o evoluir da situação como o uso do APRS.

3.5 - Tipologias de Estações de Apoio às Comunicações, ( de acordo com as suas características técnicas e necessidades de serviço ).

3.5.1 - As condições ideais para a missão exigida a cada tipologia de estação estão dependentes da disponibilidade de meios em cada situação.
Para além dos tipos de equipamentos indicados para serem cumpridos os requisitos de operacionalidade e os objectivos a serem atingidos pela Coordenação de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. não podem ficar de parte outros modos de comunicação usada pelos radioamadores nas suas estações como o rádio pacote, as várias formas de Telegrafia, o FAX, a televisão de varrimento lento e a televisão de varrimento rápido, entre outras.
Por outro lado, quando for referido um emissor / receptor para uma faixa de frequências ou determinada banda, devemos ter em consideração que muitos equipamentos hoje comportam várias bandas, alguns até em VFO's separados e independentes.

3.5.2 - Estação do Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência. ( condições ideais na eventual possibilidade de se reunir todo o material ).

1 emissor / receptor de HF para telefonia
1 emissor / receptor de HF preparado para comunicações digitais e de reserva para telefonia
1 emissor / receptor de VHF para telefonia
1 emissor / receptor de VHF para controle do canal de chamada prioritária
1 emissor / receptor de VHF para comunicações digitais
1 emissor / receptor de UHF para controle do canal de chamada prioritária
1 emissor / receptor de UHF para telefonia e comunicações digitais
1 receptor de largo espectro de radiofrequência
2 receptores para as faixas comerciais de radiodifusão
1 receptor de televisão
1 emissor / receptor para a banda do cidadão
2 antena de HF multibanda para as faixas dos 80, 40, 20, 15 e 10 metros
1 antena de HF monobanda para a faixa dos 160 metros
1 antena de HF monobanda para a faixa dos 80 metros
1 antena de HF monobanda para a faixa dos 40 metros
1 antena monobanda para a faixa dos 11 metros
1 antena de HF multibanda para as faixas dos 30, 17 e 12 metros
3 antenas de VHF
2 antenas de UHF
1 antena para a banda do cidadão
1 ou mais antenas de recepção para outros serviços
2 computadores
1 controlador multimodo para comunicações digitais ( tipo KAM ou outro )
2 controladores terminais para comunicações digitais ( TNC ou outro )
1 gerador de electricidade e baterias de 12V

Aos equipamentos próprios da instalação radioeléctrica da associação devem ser adicionados todos os meios em falta para tentar ser atingido este objectivo através da contribuição voluntária para as operações por parte dos radioamadores que disponham de vários destes componentes em falta. Outros equipamentos e sistemas de comunicação podem ser incorporados numa estação do Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência quando este for activado, de acordo com as disponibilidades e as exigências de trabalho de cada operação.
Devem estar disponíveis pelo menos 3 operadores com licença para o Serviço de Amador e 2 ajudantes em situação de grande tráfego de comunicações.

3.5.3 - Estação de serviço fixo de apoio aos centros de comando de operações dos Serviços Municipais de Protecção Civil, ( condições ideais ).

1 emissor / receptor de HF de telefonia preparado para comunicações digitais
1 emissor / receptor de VHF para telefonia e comunicações digitais
1 emissor / receptor de UHF para telefonia e comunicações digitais
1 antena de HF multibanda para as faixas dos 80, 40, 20, 15 e 10 metros
1 antena de HF monobanda para a faixa dos 160 metros
1 antena de HF multibanda para as faixas dos 30, 17 e 12 metros
1 antenas de VHF
1 antena de UHF
1 computador ( portátil de preferência )
1 controlador multimodo para comunicações digitais ( tipo KAM ou outro ) ou
1 controladores terminais para comunicações digitais ( TNC ou outro )
1 bateria de 12V ( ou várias )

Outros equipamentos e sistemas de comunicação podem ser incorporados numa estação de serviço fixo de apoio aos centros de comando de operações dos Serviços Municipais de Protecção Civil, de acordo com as disponibilidades e as exigências de trabalho de cada operação.
Devem estar disponíveis pelo menos 2 operadores com licença para Serviço de Amador e um ajudante em situação de grande tráfego de comunicações.

3.5.4 - Estação de serviço móvel de apoio aos locais mais importantes em termos de tráfego de comunicações no terreno, ( condições ideais ).

1 emissor / receptor de HF de telefonia preparado para comunicações digitais
1 emissor / receptor de VHF para telefonia e comunicações digitais
1 emissor / receptor de UHF para telefonia e comunicações digitais
1 antena de HF multibanda para as faixas dos 80, 40, 20, 15 e 10 metros
1 antena de HF multibanda para as faixas dos 30, 17 e 12 metros
1 antenas de VHF
1 antena de UHF
1 computador
1 controlador multimodo para comunicações digitais ( tipo KAM ou outro ) ou
1 controladores terminais para comunicações digitais ( TNC ou outro )
1 bateria de 12V ( ou várias, para além da existente na viatura )

Outros equipamentos e sistemas de comunicação podem ser incorporados numa estação de serviço móvel de apoio aos locais mais importantes em termos de tráfego de comunicações no terreno, de acordo com as disponibilidades e as exigências de trabalho de cada operação.
Devem estar disponíveis 1 operador com licença do Serviço de Amador e um ajudante em situação de grande tráfego de comunicações.

3.5.5 - Estação de serviço móvel de apoio aos locais menos importantes em termos de tráfego de comunicações no terreno, ( condições ideais ).

1 emissor / receptor de VHF para telefonia e comunicações digitais
1 emissor / receptor de UHF para telefonia e comunicações digitais
1 antenas de VHF
1 antena de UHF
1 computador ( opcional )
1 controlador multimodo para comunicações digitais ( tipo KAM ou outro ) ou
1 controladores terminais para comunicações digitais ( TNC ou outro ) ( ambos opcionais )
1 baterias de 12V ( ou várias, para além da existente na viatura )

As comunicações digitais são opcionais. Outros equipamentos e sistemas de comunicação podem ser incorporados numa estação de serviço de serviço móvel de apoio aos locais menos importantes em termos de tráfego de comunicações no terreno, de acordo com as disponibilidades e as exigências de trabalho de cada operação.
Deve estar disponível 1 operador com licença do Serviço de Amador e opcionalmente um ajudante em situação de grande tráfego de comunicações.

3.5.6 - Estação de serviço portátil de apoio às necessidades de comunicações no terreno.

1 emissor / receptor de VHF portátil para telefonia
1 emissor / receptor de UHF portátil para telefonia ( opcional )
1 antenas de VHF
1 antena de UHF ( opcional )
1 baterias ligeira de 12V ( ou recargas das baterias dos equipamentos ) ( opcional )

As comunicações em UHF são opcionais e geralmente referem-se a equipamentos de banda dupla. Outros equipamentos portáteis e sistemas de comunicação podem ser incorporados numa estação de serviço portátil de apoio às necessidades de comunicações no terreno, de acordo com as disponibilidades e as exigências de trabalho de cada operação.
Deve estar disponível 1 operador com licença do Serviço de Amador. O serviço portátil não significa apenas o uso de comunicações individuais de um operador que se desloque pelo seu próprio pé, já que este pode ser integrado numa tripulação de viatura dos bombeiros, por exemplo.

3.5.7 - Estação repetidora de comunicações de emergência, ( condições ideais ).

1 emissor / receptor de HF de telefonia ( opcional )
1 emissor / receptor de VHF portátil para telefonia
1 emissor / receptor de VHF para telefonia
1 emissor / receptor de UHF para telefonia
1 antena de HF multibanda para as faixas dos 80, 40, 20, 15 e 10 metros ( opcional )
1 antena de HF multibanda para as faixas dos 30, 17 e 12 metros ( opcional )
2 antenas de VHF
1 antena de UHF
1 bateria de 12V ( ou várias, para além da existente na viatura )

As comunicações em HF são opcionais e geralmente referem-se a equipamentos de apoio. Este tipo de estação deve funcionar sempre de acordo com as normas da legislação em vigor. A operação será sempre em banda cruzada e geralmente entre VHF e UHF, de acordo com as disponibilidades e as exigências de trabalho de cada operação. Deve estar disponível 1 operador com licença do Serviço de Amador para assegurar o funcionamento e fazer a manutenção em caso de necessidade. Em situações em que tal se justifique, podem ser asseguradas ligações nos modos das comunicações digitais.

3.6 - Material de apoio pessoal, meios de protecção e segurança

3.6.1 - Os radioamadores que participem em operações no terreno devem levar consigo todos os meios materiais para a sua protecção e segurança pessoal que tiverem à sua disposição de acordo com as exigências de cada caso em particular e as recomendações dos Serviços de Protecção Civil ou as autoridades envolvidas. Como material de apoio pessoal entenda-se não só tudo aquilo que faz falta para serem mantidas as condições mínimas de conforto para as necessidades pessoais como roupa e calçado apropriados às condições climatéricas e às condições do terreno, mantimentos para refeições ligeiras, água potável, etc.
Todos os equipamentos de protecção individual devem ser fornecidos pela autoridade que solicite a presença de radioamadores no terreno, ficando à sua inteira responsabilidade a salvaguarda física dos operadores em missões no cenário das operações.
São aconselhados os voluntários a possuírem e tratarem periodicamente da respectiva manutenção a conjunto de apoio à emergência numa mochila de prevenção preparado com a seguinte composição :
  • Cantil adaptável ao transporte à cintura por meio de cinto com água ( pelo menos meio litro )
  • Garrafa de água mineral de 1 litro e meio
  • Barras nutritivas de longa duração e algumas de chocolate
  • Um kit de primeiros socorros ligeiro
  • Protector solar
  • Repelente de insectos
  • Papel higiénico
  • Toalhetes
  • Lenços de papel
  • Escova e pasta de dentes
  • Toalha pequena
  • Sabonete
  • Lâmina de barbear ( opcional )
  • Um estojo com esferográficas, lápis, afiador de lápis, borracha apagadora, marcadores
  • Bloco de notas
  • Calculadora de bolso
  • Mapa das estradas
  • Carta militar
  • Mapa de repetidores do Serviço de Amador
  • Documentação útil ( Procedimentos de Resposta à emergência, guia de primeiros socorros, etc )
  • Um livro de bolso de leitura fácil e agradável
  • Canivete Suíço ou ferramenta multifunções de sobrevivência
  • Lanterna pequena ( tipo caneta )
  • Lanterna grande ou média ( de preferência multifunções )
  • Receptor de radiodifusão comercial para AM e FM
  • Unidade receptora de GPS ( opcional )
  • Pilhas sobressalentes para as lanternas e para o receptor de radiodifusão
  • 10 metros de cordel ( do tipo cordel de pára-quedas )
  • Sacos de lixo
  • Fósforos à prova de água ou isqueiro
  • Luvas de borracha
  • Luvas de lã
  • Luvas de trabalho
  • Chapéu
  • Impermeável ligeiro ( material fino e facilmente acondicionado em pequeno espaço )
  • Manta de emergência ( leve, ligeira e térmica das usadas para as vítimas de hipotermia )
  • Agasalho impermeável ( opcional )
  • Mudas de meias ( opcional )
Para além deste conjunto básico que pode ser alterado de acordo com as necessidades específicas e o gosto de cada uma, convém não esquecer nas saídas de apoio à emergência para operar estações fora de casa os seguintes componentes :
  • Documentação pessoal de identificação ( incluindo o Certificado ou a Licença de Amador )
  • Medicação pessoal ( se for caso disso )
  • Roupa e calçado apropriado à época do ano e ao clima local
  • Óculos de Sol
  • Refeições ligeiras e bebidas não alcoólicas ( opcional )
  • Agenda pessoal
  • Telemóvel
3.7 - Operações de apoio às comunicações em caso de emergência

3.7.1 – Ocorrências devidamente previstas ou eminentes com possibilidade de reacção antecipada
São bastante fáceis de prever as situações em que os serviços de Protecção Civil ou as autoridades competentes envolvidas em situações de emergência possam vir a requerer o apoio às telecomunicações por parte dos radioamadores.
A situação mais comum será provavelmente a entrada em cena dos radioamadores por sua iniciativa própria quando tal se justificar, nomeadamente através de estações que se encontrem dentro do perímetro de uma área em risco de se vir a tornar em breve previsivelmente cenário de operações de resposta à emergência. Os procedimentos previstos para estas circunstâncias são :

3.7.1.1 - Activação dos Mecanismos do Estado de Prevenção e Prontidão previstos neste documento.

3.7.1.2 - Se algumas estações do Serviço de Amador se encontrarem dentro de uma zona afectada deve tentar ser estabelecido contacto entre o Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência e essas estações caso estejam operacionais e ainda não tenham estabelecido contacto de acordo com estes procedimentos.
Para o efeito devem ser cumpridos os procedimentos dos Mecanismos do Estado de Prevenção e Prontidão previstos, nomeadamente se os operadores dessa estações na zona de perigo forem sócios da A.R.L.A. ou tiverem tido conhecimento dos Procedimentos de Resposta à Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. e estejam na disposição de voluntariamente oferecer os seus serviços humanitários de utilidade pública.
Se forem estabelecido com sucesso contacto nestas circunstâncias com estações em zonas em perigo eminente, o Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência deve usar os canais previstos para de imediato dar a conhecer aos Serviços Municipais de Protecção Civil que esse contacto existe. Em caso de necessidade, o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil pode, mesmo se tenha declarado apenas o Estado de Prevenção, solicitar o envio para o ponto mais favorável de uma estação repetidora de comunicações de emergência a fim de melhorar ou mesmo estabelecer contacto com a zona em causa se não estiver em causa perigo para a vida dos seus operadores.

3.7.1.3 - Caso não se encontre nenhuma estação do Serviço de Amador operacional dentro de uma área povoada em perigo ou em risco de o vir a ser, o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil deve preparar todos os meios necessários para a possibilidade de uma solicitação dos Serviços Municipais de Protecção Civil no sentido de serem envolvidos radioamadores nas comunicações a qualquer momento. Paralelamente deve ser estudada a hipótese de serem necessárias ligações suplementares para essa eventualidade entrando de prontidão voluntariamente pelo menos uma estação repetidora de comunicações de emergência com o objectivo de tomar posições no ponto mais favorável assim que necessário se não estiver em causa perigo para a vida dos seus operadores.

3.7.1.4 - Sempre que houver alguma solicitação expressa de apoio às comunicações por parte dos Serviços Municipais de Protecção Civil, devem ser activados os Mecanismos de Resposta Imediata previstos e serem tomadas todas as medidas necessárias a fazer face às necessidades de acordo com os meios humanos e materiais disponíveis. Nestas circunstâncias o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil deve enviar de imediato uma estação do tipo portátil de apoio às necessidades de comunicações no terreno para o centro de operações dos Serviços Municipais de Protecção Civil.

3.7.1.5 - Outras situações não previstas pelos Procedimentos de Resposta à Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. relacionadas com este tipo de acontecimento devem ser geridas em conformidade com os meios disponíveis e as soluções possíveis face aos acontecimentos.

3.7.2 - Ocorrências imprevistas sem possibilidade de reacção antecipada
Há ainda hoje um elevado número de ocorrências de emergência imprevisíveis apesar dos actuais avanços tecnológicos e científicos.
Será muito provavelmente durante e após algumas situações desta natureza que as os serviços de Protecção Civil ou outras autoridades competentes envolvidas necessitem do apoio às telecomunicações por parte dos radioamadores.
A reacção mais comum será a necessidade imediata de entrada em acção dos radioamadores por sua iniciativa própria, nomeadamente por parte de estações que se encontrem ainda operacionais após os danos que geralmente estão associados a fenómenos destes com repercussões de grandes dimensões. Os procedimentos previstos para estas circunstâncias são :

3.7.2.1 - Activação dos Mecanismos do Estado de Resposta Imediata previstos

3.7.2.2 - Se algumas estações do Serviço de Amador estiverem situadas na zona afectada devem tentar estabelecer contacto de imediato com o Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência caso esteja operacional.
Para o efeito devem ser cumpridos os procedimentos dos Mecanismos do Estado de Resposta Imediata previstos, nomeadamente se os operadores dessa estações na zona de perigo forem sócios da A.R.L.A. ou tiverem tido conhecimento dos Procedimentos de Resposta à Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. e estejam na disposição de voluntariamente oferecer os seus serviços humanitários de utilidade pública.
Se forem estabelecido contacto nestas circunstâncias com estações em zonas afectadas ou em perigo, o Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência deve usar os canais previstos para de imediato dar a conhecer aos Serviços Municipais de Protecção Civil que esse contacto existe.

3.7.2.3 - Caso não se venha a receber nenhum pedido de apoio às comunicações pelos Serviços Municipais de Protecção Civil, deve o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil preparar todos os meios necessários para a possibilidade deste vir a ocorrer. Paralelamente devem ser estudadas todas as hipóteses das necessárias ligações suplementares para essa eventualidade entrando de prontidão voluntariamente as estações que possam assegurar através dos seus meios o equivalente às estações automáticas repetidoras de comunicações com o objectivo de tomar posições no ponto mais favorável assim que se justifique.
Entretanto, nestas circunstâncias será por certo previsível e muito natural o envolvimento dos radioamadores junto da sua comunidade ficando encarregue o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil de fazer chegar aos Serviços Municipais de Protecção Civil ou às autoridades competentes todas as solicitações da população feitas através das comunicações das estações do Serviço de Amador envolvidas nessa operação.

3.7.2.4 - Sempre que houver alguma solicitação expressa de apoio às comunicações por parte dos Serviços Municipais de Protecção Civil, deve ser feito um esforço no sentido de estarem já activados os Mecanismos de Resposta Imediata previstos e serem tomadas todas as medidas necessárias para se fazer face às necessidades de acordo com os meios humanos e materiais disponíveis. Nestas circunstâncias o Coordenador de Radioamadores para a Protecção Civil deve enviar de imediato uma estação de serviço fixo de apoio para o centro de operações dos Serviços Municipais de Protecção Civil do primeiro município a solicitar apoio às comunicações, procedendo-se com os restantes da forma que os meios humanos e materiais permitirem, devendo ser dada prioridade aos municípios com maior número de área afectada ou com maiores necessidades de comunicações.

3.7.2.5 - Outras situações não previstas pelos Procedimentos de Resposta à Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. relacionadas com este tipo de acontecimento devem ser geridas em conformidade com os meios disponíveis e as soluções possíveis face aos acontecimentos.

3.8 – Sistema Automático de Posicionamento via Rádio ( APRS )

3.8.1 – O Sistema Automático de Posicionamento via Rádio deve ser considerado um meio muito importante nas operações de apoio às comunicações de emergência da Coordenação de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. porque permite, ( mesmo em serviço portátil ), que sejam transmitidos dados ambientais e fundamentalmente a localização dinâmica de estações de todos os tipos  no terreno. As aplicações informáticas onde esses dados são mostrados graficamente permitem ainda através de um número impressionante de objectos e de áreas delimitadas assinalar as situações mais significativas para a operação em mapas a várias escalas e com vários níveis de exigência de rigor.

3.8.2 – O APRS é prioritário porque no modo dinâmico permite gerir a situação no terreno através das coordenadas geográficas e outros dados enviados pelas estações do Serviço de Amador dos tipos móvel de apoio a locais mais importantes, móvel de apoio a locais menos importantes e estações portáteis a intervalos de 1 a 10 minutos para o sistema informático de controle, o qual possui mapas actualizados do território onde se desenrola a operação.
No modo estático essas mesmas informações podem ser enviadas das estações de serviço fixo de apoio aos centros de operações dos Serviços Municipais de Protecção Civil e estações repetidoras de comunicações de emergência pelo menos de 15 em 15 minutos como acontece com outras estações fixas, o que pode ajudar a recriar completamente a realidade no visor de qualquer computador onde se faça a gestão dos meios envolvidos.
Viaturas como as dos bombeiros podem ser assinadas na gestão de meios desde que transportem um radioamador com uma estação portátil que ofereça a opção de APRS. Desta forma podem em tempo real ser assinaladas as localizações e movimentos de pessoas, viaturas da polícia, ambulâncias, edifícios e tudo aquilo que estiver ao alcance de um equipamento de rádio com componentes de APRS.

3.8.3 – A meteorologia em tempo real é outra vantagem adicional do uso do APRS através dos dados fornecidos por de sensores de temperatura, pressão atmosférica, velocidade e direcção do vento e muitos outros. Em situações relacionadas com os fenómenos atmosféricos ou sempre que sejam necessários dados sobre valores destes e de outros elementos com coordenadas geográficas precisas sobre a localização, basta uma simples estação do tipo portátil equipada com APRS localizada no terreno no ponto escolhido pela Protecção Civil. Informações mais complexas como avisos e sinais de emergência ao nível nacional ou mesmo internacional podem ser recebidos e enviados via Internet no Centro Coordenador da A.R.L.A. para as Comunicações de Emergência desde que as linhas telefónicas mantenham a sua operacionalidade durante e após tempestades violentas. Os símbolos WX usados actualmente pelo sistema APRS servem de alerta internacional para quase todas as ocorrências previstas pelo Plano de Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. o que ajuda a transmitir para outros radioamadores no resto do país e mesmo para além fronteiras a situação dos acontecimentos na região afectada de uma forma gráfica em terminais da Internet.

3.8.4 – O uso do sistema APRS permitirá oferecer à Protecção Civil para além do apoio às comunicações uma mais valia suplementar que será posta em prática sempre que se justificar caso hajam condições operacionais. Quando tal for absolutamente necessário à segurança dos radioamadores envolvidos deve ser classificado como meio de protecção e segurança pessoal.

3.9 – Tipos de radiocomunicações
As comunicações de resposta à emergência para além dos procedimentos particulares não podem fugir tecnicamente aos padrões do quotidiano.
Dada a capacidade técnica média das estações dos sócios da A.R.L.A. ficam definidos os seguintes procedimentos operacionais tendo em conta as seguintes solicitações previstas.

3.9.1 – Comunicações localizadas ou de muito curto alcance ( telefonia )
Para comunicações de muito curto alcance deve ser usada a faixa dos 70 cm em UHF ( 430 a 440 MHz ).
As recomendações da IARU só devem ser ignoradas em caso de necessidade imposta por interferências ou pelo tráfego anormal gerado pela ocorrência. Em qualquer circunstância excepto na salvaguarda de vidas humanas devem ser permitidos atropelos à legislação nacional.
  • O canal de chamadas prioritárias situa-se 433,450 MHz F3E em UHF.
  • O canal directo situa-se em 433,425 MHz F3E
O uso destas frequências não dispensam o acompanhamento constante do canal de emergência de trabalho na frequência 145,525 MHz F3E.

3.9.2 – Comunicações locais ou de curto alcance ( telefonia )
Uma vez que existe um número considerável de estações que não possuem ainda equipamentos para a faixa dos 70 cm em UHF utilizar-se-á se necessário a faixa dos 2 metros em VHF ( 144 a 146 MHz ) para as comunicações de curto alcance com as complicações e dificuldades daí resultantes.
Em última análise as frequências a seguir propostas serão utilizadas por estações que não possuem UHF ou para accionarem um repetidor de banda cruzada montado para esse efeito.
As recomendações da IARU só devem ser ignoradas em caso de necessidade imposta por interferências ou pelo tráfego anormal gerado pela ocorrência. Em qualquer circunstância excepto na salvaguarda de vidas humanas devem ser permitidos atropelos à legislação nacional.
  • O canal de emergência de trabalho situa-se em 145,525 MHz F3E
  • O canal de chamadas prioritárias situa-se em 145,500 MHz F3E
  • O canal directo situa-se em 145,375 MHz F3E

O uso dos canais de chamada prioritária e canal directo não dispensam o acompanhamento constante do canal de emergência de trabalho na frequência 145,525 MHz F3E.

3.9.3 – Comunicações de médio alcance ( telefonia )
Para comunicações de médio alcance ( cobertura nacional, Península Ibérica e eventualmente Açores, Madeira e Norte de África ) devem ser usadas as faixas dos 80 m e dos 40 m em HF ( 3,500 a 3,800 e 7,000 MHz a 7,100 MHz respectivamente ).
No mapa do anexo II estão representados os alcances destas faixas em diferentes condições como guia para orientação na emissão nestas frequências.
Uma vez que é muito fácil ultrapassar as fronteiras internacionais com Espanha durante o dia e conseguirem-se contactos intercontinentais à noite, as recomendações da IARU só devem ser ignoradas em caso de necessidade imposta por interferências ou pelo tráfego anormal agravado pela ocorrência ou por condições de propagação anómalas. Em qualquer circunstância excepto na salvaguarda de vidas humanas devem ser permitidos atropelos à legislação nacional.
  • O canal da frequência para chamadas de emergência ou tráfego deve respeitar as condições existentes de comunicações, as circunstâncias de tráfego internacional, as propostas das autoridades e das organizações de radioamadores para as questões de Protecção Civil Nacional e do Serviço nacional de Protecção civil e Bombeiros, nomeadamente as frequências entre 3,700 MHz a 3,710 MHz J3E na faixa dos 80 metros e entre 7,085 MHz e 7,095 MHz J3E na faixa dos 40 metros em banda lateral inferior.
  • O canal directo situa-se nos segmentos entre 3,650 MHz e 3,700 MHz J3E na faixa dos 80 metros e entre 7,050 MHz a 7,085 MHz J3E na faixa dos 40 metros em banda lateral inferior.
O uso destas frequências não dispensam o acompanhamento constante do canal de emergência de trabalho na frequência 145,525 MHz F3E.

3.9.4 - Comunicações de longo alcance em contactos internacionais ( telefonia )
Para comunicações de longo alcance ( contactos internacionais ) devem ser usadas as faixas dos 20 m, 15 m e dos 10 m em HF ( 14,000 MHz a 14,300 MHz, 21,000 MHz a 21,450 MHz e 28,000 MHz a 29,700 MHz respectivamente ).
As recomendações da IARU só devem ser ignoradas em caso de necessidade imposta por interferências ou pelo tráfego anormal agravado pela ocorrência ou por condições de propagação anómalas. Em qualquer circunstância excepto na salvaguarda de vidas humanas devem ser permitidos atropelos à legislação nacional.
  • O canal da frequência para chamadas de emergência ou tráfego deve respeitar as condições existentes de comunicações, as circunstâncias de tráfego internacional, as propostas das autoridades e das organizações de radioamadores para as questões de Protecção Civil Nacional e do Serviço nacional de Protecção civil e Bombeiros.
  • O canal directo situa-se nos segmentos de 14,150 MHz a 14,200 MHz J3E; 21,200 MHz a 21,250 MHz J3E e de 28,400 MHz a 28,450 MHz J3E banda lateral superior ( a não ser que por força das circunstâncias seja necessário o recurso a outras frequências dentro de cada uma das bandas ).
  • O canal directo ou entre estações locais em HF poderá ainda ser efectuado na frequência de 29,525 MHz F3E.
O uso destas frequências não dispensam o acompanhamento constante do canal de emergência de trabalho na frequência 145,525 MHz F3E.

3.9.5 – Comunicações digitais, televisão e APRS
Para as comunicações digitais, televisão e APRS devem ser respeitados os segmentos dentro de cada faixa de acordo com as recomendações da IARU e a legislação nacional aplicável.

3.10 – Aplicações das radiocomunicações na resposta à emergência.

3.10.1 – Sempre que houver disponibilidade para se implementar o uso dos diferentes meios de comunicação acessíveis ao Serviço de Amador, será escolhido o modo de transmissão mais adequado ao tipo de conteúdo, nomeadamente :
  • Para comunicações em discurso directo será usada a telefonia ( SSB ou FM ).
  • Para envio de documentação impressa ou mapas será usado o modo fac-símile ( FAX ).
  • Para envio de mensagens escritas será usado o modo rádio pacote.
  • Para envio de imagens ou mapas a cores será usada a televisão de varrimento lento ( SSTV ).
  • Para envio de imagem em tempo real será usado a televisão de varrimento rápido ( FSTV ).
  • Para comunicações que apresentem dificuldades acrescidas de contacto poderá ser usada a telegrafia ou os novos modos digitais empregues em situações de sinal débil.

4. Simulacros e Exercícios de Operacionalidade

4.1 – Objectivos e situações específicas a ensaiar

4.1.1 - Os simulacros da responsabilidade da Coordenação de Radioamadores para as questões de Protecção Civil da A.R.L.A. que devem ser executados com o objectivo de treino e formação de pessoal, melhoramento de procedimentos ou estudo das necessidades materiais para cada caso em particular. As situações que devem ser ensaiadas são nomeadamente :

4.1.2 - Simulação da Activação dos Mecanismos do Estado de Prevenção e Prontidão previstos de acordo com cada ocorrência de uma área de risco em particular.

4.1.3 - Simulação da Activação dos Mecanismos do Estado de Resposta Imediata previstos de acordo com cada ocorrência de uma área de risco em particular.

4.1.4 – Os procedimentos de comunicações previstos na coordenação de radioamadores em situação de emergência com particular destaque e preocupação para a coordenação de comunicações, a montagem e teste de um centro coordenador para comunicações de emergência, as tipologias de estações de apoio às comunicações e os tipos de comunicações a utilizar.

4.1.5 - Determinação e posterior verificação periódica dos acessos dos pontos previsíveis para a localização das estações repetidoras de comunicações de emergência de acordo com cada caso previsto para as diferentes áreas de risco e no estabelecimento de uma rede capaz de cobrir eficazmente todo o território do território abrangido pela responsabilidade de prestação de apoio às comunicações de emergência da A.R.L.A.

4.1.6 - Simulação de ocorrências caso a caso para determinação de todas as situações não previstas pelos Procedimentos de Resposta à Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. relacionadas com este tipo de área de risco a fim de incluir as formas de como devem ser geridas em conformidade com os meios disponíveis e as soluções que se aplicariam face aos acontecimentos nas actualizações deste documento.

4.2 – Exercícios de operacionalidade

4.2.1 - Os exercícios de operacionalidade têm como objectivo testar a eficácia ao nível do desempenho dos meios humanos e materiais utilizados em cada situação em particular e criar novas soluções para o apoio às comunicações da Coordenação de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A.

4.2.1 - Exercício de operacionalidade e correcção aos Mecanismos do Estado de Prevenção e Prontidão.

4.2.2 - Exercício de operacionalidade e correcção aos Mecanismos de Organização de Resposta Imediata.

4.2.3 - Exercício de operacionalidade ao desempenho em condições reais a estações de todas as tipologias previstas com o objectivo de testar e melhorara as tecnologias empregues e adequar os procedimentos ao avanço tecnológico.

5. Área de Prestação de apoio às comunicações de Emergência da A.R.L.A.

5.1 – Definição territorial

5.1.1 - A área geográfica abrangida pela responsabilidade de prestação de apoio às comunicações de emergência da A.R.L.A. é limitada pelo território dos Concelhos de Grândola, Alcácer do Sal, Santiago do Cacém, Sines e Odemira de acordo com o mapa do anexo III.
No âmbito da Coordenação de Radioamadores para a Protecção Civil da A.R.L.A. cada um desses Concelhos ficará definido como uma zona operacional à qual caberá o estudo das particularidades inerentes à topografia do terreno, acessos rodoviários, bacias hidrográficas, demografia, recursos, localização de estações do Serviço de Amador activas e situações de risco.
As zonas operacionais ficaram definidas da seguinte forma :

Zona 1 - Concelho de Santiago do Cacém
Zona 2 - Concelho de Alcácer do Sal
Zona 3 - Concelho de Grândola
Zona 4 - Concelho de Sines
Zona 5 - Concelho de Odemira

5.2 – Comunicações para o exterior

5.2.1 - Independentemente da definição de território prevista, em caso de justificada necessidade, os radioamadores envolvidos em operações de apoio às telecomunicações de emergência da responsabilidade da A.R.L.A. podem contar com a ajuda dos sócios residentes fora das suas 5 zonas operacionais para a prestação de auxílio às comunicações de emergência, nomeadamente os sócios dos núcleos da A.R.L.A. localizados para além da sua zona de implantação definida estatutariamente, ou os sócios que se encontrem ao momento de uma ocorrência para além dos limites territoriais definidos pelo Plano de Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. e que queiram participar activamente de acordo com os Procedimentos de Resposta à Emergência para as Telecomunicações. Paralelamente, dado que as ondas de radiofrequência não respeitam fronteiras administrativas, ( tal como previsto no Plano de Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. ), as operações de apoio às comunicações podem ser forçadas a ultrapassar os limites impostos, vindo a cobrir zonas periféricas caso haja justificação humanitária para que sejam implementadas essas medidas pontuais.

5.3 – Informação geográfica

5.3.1 - Nos casos previstos pelo Plano de Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. os Procedimentos de Resposta à Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. são parte integrante desse mesmo documento.
Nalguns casos em particular os Procedimentos de Resposta à Emergência para as Telecomunicações da A.R.L.A. devem conter informação anexa essencial, sobretudo para a coordenação dos radioamadores em situação de emergência no território abrangido pela área de responsabilidade estabelecida pela A.R.L.A. para prestação de apoio às telecomunicações.
Dos seus anexos, nomeadamente nos exemplares para os Coordenadores de Radioamadores para a Protecção Civil deve constar sempre que possível a seguinte documentação sobre a área abrangida pela responsabilidade de prestação de apoio às comunicações de emergência da A.R.L.A. :
  • Informação geográfica ( hidrografia, relevo, geologia, etc ) sobre cada zonas operacional
  • Informação sobre as características topográficas de cada zona operacional
  • Informação sobre acessibilidades e vias de comunicação
  • Informação sobre distribuição da população e áreas residenciais
  • Informação sobre os factores de risco e vulnerabilidades de cada zona operacional
  • Informação sobre os pontos estratégicos para estabelecimento das telecomunicações
  • Mapas e cartas de origem civil ou militar ( sobretudo no exemplar do posto de comando )
As restantes cópias não abrangidas por esta categoria devem abranger apenas os anexos essenciais.
O anexo I será relativo ao quadro de frequências de emergência em VHF e UHF por Distrito com os respectivos indicativos das estações de emergência.
O anexo II é um mapa que apresenta o território a que estes procedimentos se aplicam.

Miguel Aires Tinoco Andrade ( CT1ETL ) *
 
(*) autor desta versão.
Consultar os dados sobre os actuais responsáveis por esta área.


Santiago do Cacém, 12 de Junho de 2003

ANEXO I

Indicativos e frequências de emergências Distritais no exercício SIGEX 2002.

Distrito

Indicativo

Frequência

Frequência

 Aveiro

   CR1DAV

145,275 MHz

433,700 MHz

 Beja

   CR4DBJ

145,450 MHz

433,650 MHz

 Braga

   CR1DBR

145,375 MHz

433,425 MHz

 Bragança

   CR1DBG

145,525 MHz

433,525 MHz

 Castelo Branco

   CR1DCB

145,475 MHz

433,500 MHz

 Coimbra

   CR2DCO

145,350 MHz

433,400 MHz

 Évora

   CR4DEV

145,250 MHz

433,300 MHz

 Faro

   CR4DFR

145,525 MHz

433,575 MHz

 Guarda

   CR1DGD

145,300 MHz

433,350 MHz

 Leiria

   CR2DLR

145,400 MHz

433,600 MHz

 Lisboa

   CR3DLX

145,225 MHz

433,275 MHz

 Porto

   CR1DPT

145,325 MHz

433,375 MHz

 Portalegre

   CR2DPG

145,550 MHz

433,625 MHz

 Santarém

   CR2DSR

145,500 MHz

433,550 MHz

 Setúbal

   CR4DST

145,275 MHz

433,325 MHz

 Viana do Castelo

   CR1DVC

145,500 MHz

433,450 MHz

 Vila Real

   CR1DVR

145,425 MHz

433,475 MHz

 Viseu

   CR1DVS

145,450 MHz

433,675 MHz

 frequência de reserva

 

145,200 MHz

 

 frequência de reserva

 

145,575 MHz

 

 

ANEXO II

Mapa de definição territorial de aplicação destes procedimentos

Nota : O mapa exibido nesta página foi criado a partir de originais do Atlas do Ambiente, preparada com base em elementos cedidos pelo IGC ou obtidos por uma equipa orientada por José Correia da Cunha ( Geógrafo e Engº Agrónomo ).
A versão digital desta carta está actualizada à data de Dezembro de 1998, incluindo todos os concelhos criados até esse momento.
O original tem como base a " Carta Administrativa " do Atlas do Ambiente à escala 1:1.000.000, de onde foram extraídos os limites de concelho, mas não reproduz a carta na sua totalidade.
Nas zonas de estuário procedeu-se a simplificação ou eliminação dos limites dos mesmos (áreas de sapal, ilhas, recorte interior) para que fosse possível representar cada concelho como um único polígono.
Todos os créditos dos originais destes mapas se devem à Direcção-Geral do Ambiente e ao SNIG.